A resposta é simples: sim, merece.
Trabalhadores de plataformas precisam de regras claras, previsibilidade e proteção social. Esse debate é legítimo e necessário. O problema não é regular, é como regular.
O PLP 152/2025 parte da ideia de que criar pisos e parâmetros obrigatórios resolveria as desigualdades do sistema. Mas essa lógica ignora um ponto central: o trabalho nas plataformas depende diretamente da demanda.
PREÇO ALTO = MENOS DEMANDA
Quando os custos aumentam e o serviço fica mais caro, menos pessoas usam.
MENOS DEMANDA = MENOS TRABALHO
Com menos pedidos e corridas, há menos trabalho disponível.
MENOS TRABALHO = MENOR RENDA
E no fim, a renda de quem trabalha também é afetada.
Existe uma falsa ideia de que o PLP, da forma como está, seria uma solução automática para os trabalhadores. A experiência mostra que, sem equilíbrio, ele pode produzir o efeito contrário: menos oportunidades, menos flexibilidade e menos renda.
Regulação deve proteger, não reduzir o trabalho disponível.